terça-feira, 29 de setembro de 2009

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A Igreja Primitiva e a Suprema Tarefa, Ganhar almas

Vejam:
Atos 1. 2,13,14, os apóstolos; Atos 1.15, quase 120 pessoas; Atos 2.41, quase 3000 pessoas; Atos 2.47, todos os dias almas eram salvas; Atos 4.4, quase 5000 almas; Atos 5.14 a multidão crescia cada vez mais; Atos 5.28, Jerusalém foi evangelizada; Atos 6.1, crescia o número dos discípulos; Atos 6.7, multiplicam-se muito o número dos discípulos; Atos 8.4, Samaria é evangelizada; Atos 9.31, igrejas se multiplicavam em toda a Judéia, Galiléia e Samaria; Atos 9.35, todos os habitantes de Lida e Sarona salvos; Atos 9.42, muitos salvos em Jope; Atos 11.19, evangelização na Fenícia, Chipre e Antioquia; Atos 11.20,21, grande número de salvos em Antioquia; Atos 11.24, multidões eram salvas em Antioquia; Atos 12.24, o número dos discípulos crescia e se multiplicava; Atos 14.1, uma grande multidão foi salva em Icônio; Atos 16.5, as igrejas cresciam em número; Atos 17.4, grandes multidões cresceram em Tessalônica; Atos 17.12, muitos salvos em Beréia; Atos 18.10, muita gente salva em Corinto; Atos 19.10, todos os habitantes da Ásia ouviram a Palavra; Atos 21.20, milhares de judeus creram.
Tomando como base o crescimento ocorrido na Igreja Primitiva, conforme mostrado, podemos imaginar qual seria o crescimento da igreja, refletindo através dos números indicados abaixo, isto se nós utilizássemos o mesmo método daquela igreja. Todos seriam evangelizados, ainda que nem todos crescem. É claro que os dados abaixo são hipotéticos, mais não impossíveis de serem atingidos. Se cada pessoa que ouvisse as novas do Evangelho transmitisse diariamente a outra essa mensagem o objetivo abaixo seria alcançado.
Uma pessoa que evangeliza outra pessoa corresponde a duas pessoas. Duas pessoas que evangelizam duas pessoas correspondem a quatro pessoas. E nesta progressão geométrica, chegaremos à cifra de 8.589.911.552. (oito bilhões quinhentos e oitenta e nove milhões novecentos e onze mil e quinhentos e cinqüenta e duas pessoas) Vejamos:

1º. dia = 1+1= 2
2º. dia = 2+2= 4
3º. dia = 4+4= 8
4º. dia = 8+8= 16
5º. dia = 16+16= 32
6º. dia = 32+32= 64
7º. dia = 64+64= 128
8º. dia = 128+128= 256
9º. dia = 256+256= 512
10º. dia = 512+512= 1.024
11º. dia = 1.024+1.024= 2.048
12º. dia = 2.048+2.048= 4.096
13º. dia = 4.096+4.096= 8.192
14º. dia = 8.192+8.192= 13.384
15º. dia = 16.384+16.384= 32.768
16º. dia = 32.384+16.384= 65.536
17º. dia = 65.536+65.563= 131.072
18º. dia = 131.072+131.072= 262.144
19º. dia = 264.144+264.144= 524.288
20º. dia = 524.288+524.288= 1.048.576
21º. dia = 1.048.576+1.048.576= 2.097.152
22º. dia = 2.097.152+2.097.152= 4.194.304
23º. dia = 4.194.304+4.194.304= 8.388.608
24º. dia = 8.388.608+8.388.608= 16.777.216
25º. dia = 16.777.216+16.777.216= 33.554.432
26º. dia = 33.554.432+33.554.432= 67.108.864
27º. dia = 67.108.864+67.108.864= 134.217.368
28º. dia = 134.217.368+134.217.368= 268.434.763
29º. dia = 268.434.763+268.434.763= 536.869.472
30º. dia = 536.869.472+536.869.472= 1.073.738.944
31º. dia = 1.073.738.944+1.073.738.944= 2.147.477.888
32º. dia = 2.147.477.888+2.147.477.888= 4.294.955.776
33º. dia = 4.294.955.776+4.294.955.776= 8.589.911.552.
Dessa forma toda a Grande São Paulo seria evangelizada em 24 dias. Todo o Brasil seria evangelizado em 28 dias e todo o mundo seria evangelizado em 33 dias. (Manual de Evangelismo. CPAD, 1999).
Parte da Apostila de Metodologia na Evangelização Pessoal (SEMINÁRIO FILADÉLFIA)

O QUE PROMOVE A FALTA DE DISCIPULADO


1 - Aumento do número de desviados
Este é o quadro que hoje se verifica, conseqüente natural da falta de discipulado. É óbvio que um bebê, se não for alimentado, morre. Ninguém jamais conseguiu alterar esta lei biológica. No entanto, é assim que muitos tratam os novos crentes: não lhes dão alimento. Por isso, morrem;

2 - Crentes enfraquecidos
Há muitos, em nosso meio, que não sabem a razão de sua fé. Quando confrontados com seu comportamento austero, o máximo que afirmam é que “a igreja proíbe”, ou o “pastor não deixa”. A culpa não é deles. É da igreja que não os ensinou de maneira correta. Faltou, com certeza, discipulado bíblico. Às vezes, crentes enfraquecidos são sinônimos de: falta de atenção, de amor, de carinho, discórdia e a falta de alimentação adequada;

3 - Presas fáceis das heresias
Se não têm como explicar as razões de sua fé, como poderão fazer frente às heresias que batem todo o dia à sua porta? Infelizmente, muitos crentes têm sido tragados, pelas seitas falsas por não terem sido bem ensinados na fé;

4 - Obreiros inconseqüentes
A desnutrição na infância se reflete por toda a vida, mesmo que na juventude sejam tomadas medidas para suprir as deficiências. Crentes antigos e mal formados tiveram origem na falta de discipulado. Por isso, continuarão agindo como crianças na fé, sempre dependendo de “leite”;

5 - Igrejas sem paixão pelas almas
O maior mal da falta de discipulado é que, em razão da ausência de novos crentes, a vida dinâmica da igreja no poder do Espírito Santo vai perdendo sentido, esgota-se o interesse pela salvação das almas e o avivamento morre. Não havendo novos convertidos o crescimento da igreja fica comprometido.
Fonte: Lições Bíblicas

quinta-feira, 2 de julho de 2009

ORIGEM, SIGNIFICADO E TAREFA DA HOMILÉTlCA NA EVANGELIZAÇÃO

O termo "homilética" deriva do substantivo grego homilia, que significa literalmente "associação", "companhia", e do verbo homileo, que significa "falar", "conversar". O Novo Testamento emprega o substantivo homilia em 1Coríntios 15.33 "... as más conversações corrompem os bons costumes".

O termo "homilética" surgiu durante o Iluminismo, entre os séculos XVII e XVIII, quando as principais disciplinas teológicas receberam nomes gregos, como, por exemplo, dogmática, apologética e hermenêutica.

Na Alemanha, Stier propôs o nome Keríctica, derivado de keryx, que significa "arauto". Sikel sugeriu haliêutica, derivado de halieos, que significa "pescador". O termo "homilética" firmou-se e foi mundialmente aceito para referir-se à disciplina teológica que estuda a ciência, a arte e a técnica de analisar, estruturar e entregar a mensagem do evangelho.

"A homilética é ciência, quando considerada sob o ponto de vista de seus fundamentos teóricos (históricos, psicológicos e sociais); é arte, quando considerada em seus aspectos estéticos (a beleza do conteúdo e da forma); e é técnica, quando considerada pelo modo específico de sua execução ou ensino".
O termo "homilética" tem suas raízes etimológicas em três palavras da cultura grega:
.Homilos, que significa "multidão", "turma", "assembléia do povo" (At 18.17);
.Homilia, que significa "associação", "companhia" (1Co 15.33); e
.Homileo, que significa "falar", "conversar" (Lc 24. 14; At 20.11,24.26).

A relação entre a homilética e outras disciplinas
Como disciplina teológica, a homilética pertence à teologia prática. As disciplinas que mais se aproximam da homilética são a hermenêutica e a exegese. Enquanto a hermenêutica é a ciência, arte e técnica de interpretar corretamente a Palavra de Deus, e a exegese a ciência, arte e técnica de expor as idéias bíblicas, a homilética é a ciência, arte e técnica de comunicar o evangelho.


Comunicador do evangelho, não falhe aqui!
a)Enquanto a hermenêutica interpreta um texto bíblico à luz de seu contexto;

b)A exegese expõe um texto bíblico à luz da teologia bíblica;

c)E a homilética comunica um texto bíblico à luz da pregação bíblica.
A homilética depende amplamente da hermenêutica e da exegese. Uma homilética sem hermenêutica bíblica é trombeta de som incerto (1Co 14.8) e uma homilética sem exegese bíblica é a mera comunicação de uma mensagem humanista e morta.

A homilética deve valer-se dos recursos da retórica (assim como da eloqüência), utilizar os meios e métodos da comunicação moderna e aplicar a avançada estilística. Não se pode ignorar o perigo de substituir a pregação do evangelho pelas disciplinas seculares e de adaptar a pregação do evangelho às demandas do secularismo. A relação entre a homilética e as ciências modernas é de caráter secundário e horizontal; pois as Escrituras Sagradas é a fonte primária, a revelação vertical, o fundamento básico de toda a homilética evangélica.

Por isso, o apóstolo Paulo escreveu aos coríntios:
"Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem, ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana; e sim, no poder de Deus" (1Co 2.1-5).

Seu desenvolvimento histórico
O modelo predominante no período profético era a palavra vinda diretamente do Senhor ("assim diz o Senhor") que os profetas anunciavam como ilustravam em suas próprias vidas: uma prostituta como esposa (Oséias); nome dos filhos (Is 7.3, 8.3); cinto (Jr 13.1-11); o vaso do oleiro (Jr 18.1-17); a botija quebrada (Jr 19.1-15); a morte da mulher de Ezequiel (Ez 24.15-27).

Após O exílio desenvolveu-se a homilia primitiva, em que passagens das Escrituras Sagradas: eram lidas em público ou nas sinagogas (Ne 8.1-18). Por volta de 500-300 a.C., os gregos Córax, Sócrates, Platão e Aristóteles desenvolveram a retórica, aperfeiçoada pelos romanos na forma da oratória (principalmente Cícero, em cerca de 106-43 a. C.). Jesus, no entanto, pregou o evangelho do reino de Deus com simplicidade, utilizando principalmente parábolas (Mt 13.34; Mc 4.10-12, 33, 34) e aplicando textos do Antigo Testamento à Sua própria vida (Lc 4.16-22).

Uma análise do livro de Atos revela cinco elementos básicos comuns às mensagens apostólicas: o Messias prometido no Antigo Testamento; a morte expiatória de Jesus Cristo; sua ressurreição peIo poder do Espírito Santo; a gloriosa volta de Cristo; e o apelo ao ouvinte para que se arrependesse e cresse no evangelho.

A maioria dos cristãos antigos, portanto, seguiu o exemplo da sinagoga, lendo e explicando de modo simples e popular as Escrituras do Antigo Testamento do Novo. Não se percebe muito esforço em estruturar um esboço homilético o um tema organizado. A homilia cristã apenas "segue a ordem natural do texto da Escritura e visa meramente ressaltar, mediante a elaboração e aplicação, a sucessivas partes da passagem como esta se apresenta".

As primeiras teorias homiléticas encontram-se nos escritos de Crisóstomo (345-407 a.D), o mais famoso pregador da igreja primitiva. A primeira homilética foi escrita por Agostinho, em De Doctrina Christiana. Agostinho dividiu-a em de inveniende (como chegar ao assunto) e de proferendo (com explicar o assunto).

Na prática, esta divisão sistemática corresponde hoje as homiléticas material e formal. A Idade Média não foi além de Agostinho, mas produziu coletâneas famosas de sermões, atualmente publicadas em forma de livros devocionais. "A homilética era quase a única forma de oratória conhecida." O maior pregador latino da Idade Média foi Bernardo de Claraval (1090-1153). Graças a Carlos Magno (768-814), a pregação era feita na língua do povo e não exclusivamente em latim. A grande inovação da Reforma Protestante foi tornar a Bíblia o centro da pregação.

A homiletica e a evangelização
A palavra evangelho pode ser entendida sob quatro aspectos:

a)Etimológico - é uma composição grega formada do eu, bem e evangelia, mensagem = boa mensagem, boa notícia, boa nova;

b)Político - é a mensagem anunciada por um arauto especial do rei (2Sm 18.19-33);

c)Teológico - é uma mensagem de paz e de salvação enviada por Deus, sobre o Rei Jesus, aos súditos do Rei dos Céus;

d)Literário - é um livro de memória sobre Jesus, que mostra ser ele o Cristo, o Rei. Neste sentido, há quatro livros considerados como tais em nossa Bíblia. Mateus, Marcos, Lucas e João. Tomando o terceiro sentido (o teológico) podemos dizer que a evangelização é o ato ou efeito de comunicar o Evangelho.