quinta-feira, 2 de julho de 2009

ORIGEM, SIGNIFICADO E TAREFA DA HOMILÉTlCA NA EVANGELIZAÇÃO

O termo "homilética" deriva do substantivo grego homilia, que significa literalmente "associação", "companhia", e do verbo homileo, que significa "falar", "conversar". O Novo Testamento emprega o substantivo homilia em 1Coríntios 15.33 "... as más conversações corrompem os bons costumes".

O termo "homilética" surgiu durante o Iluminismo, entre os séculos XVII e XVIII, quando as principais disciplinas teológicas receberam nomes gregos, como, por exemplo, dogmática, apologética e hermenêutica.

Na Alemanha, Stier propôs o nome Keríctica, derivado de keryx, que significa "arauto". Sikel sugeriu haliêutica, derivado de halieos, que significa "pescador". O termo "homilética" firmou-se e foi mundialmente aceito para referir-se à disciplina teológica que estuda a ciência, a arte e a técnica de analisar, estruturar e entregar a mensagem do evangelho.

"A homilética é ciência, quando considerada sob o ponto de vista de seus fundamentos teóricos (históricos, psicológicos e sociais); é arte, quando considerada em seus aspectos estéticos (a beleza do conteúdo e da forma); e é técnica, quando considerada pelo modo específico de sua execução ou ensino".
O termo "homilética" tem suas raízes etimológicas em três palavras da cultura grega:
.Homilos, que significa "multidão", "turma", "assembléia do povo" (At 18.17);
.Homilia, que significa "associação", "companhia" (1Co 15.33); e
.Homileo, que significa "falar", "conversar" (Lc 24. 14; At 20.11,24.26).

A relação entre a homilética e outras disciplinas
Como disciplina teológica, a homilética pertence à teologia prática. As disciplinas que mais se aproximam da homilética são a hermenêutica e a exegese. Enquanto a hermenêutica é a ciência, arte e técnica de interpretar corretamente a Palavra de Deus, e a exegese a ciência, arte e técnica de expor as idéias bíblicas, a homilética é a ciência, arte e técnica de comunicar o evangelho.


Comunicador do evangelho, não falhe aqui!
a)Enquanto a hermenêutica interpreta um texto bíblico à luz de seu contexto;

b)A exegese expõe um texto bíblico à luz da teologia bíblica;

c)E a homilética comunica um texto bíblico à luz da pregação bíblica.
A homilética depende amplamente da hermenêutica e da exegese. Uma homilética sem hermenêutica bíblica é trombeta de som incerto (1Co 14.8) e uma homilética sem exegese bíblica é a mera comunicação de uma mensagem humanista e morta.

A homilética deve valer-se dos recursos da retórica (assim como da eloqüência), utilizar os meios e métodos da comunicação moderna e aplicar a avançada estilística. Não se pode ignorar o perigo de substituir a pregação do evangelho pelas disciplinas seculares e de adaptar a pregação do evangelho às demandas do secularismo. A relação entre a homilética e as ciências modernas é de caráter secundário e horizontal; pois as Escrituras Sagradas é a fonte primária, a revelação vertical, o fundamento básico de toda a homilética evangélica.

Por isso, o apóstolo Paulo escreveu aos coríntios:
"Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem, ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana; e sim, no poder de Deus" (1Co 2.1-5).

Seu desenvolvimento histórico
O modelo predominante no período profético era a palavra vinda diretamente do Senhor ("assim diz o Senhor") que os profetas anunciavam como ilustravam em suas próprias vidas: uma prostituta como esposa (Oséias); nome dos filhos (Is 7.3, 8.3); cinto (Jr 13.1-11); o vaso do oleiro (Jr 18.1-17); a botija quebrada (Jr 19.1-15); a morte da mulher de Ezequiel (Ez 24.15-27).

Após O exílio desenvolveu-se a homilia primitiva, em que passagens das Escrituras Sagradas: eram lidas em público ou nas sinagogas (Ne 8.1-18). Por volta de 500-300 a.C., os gregos Córax, Sócrates, Platão e Aristóteles desenvolveram a retórica, aperfeiçoada pelos romanos na forma da oratória (principalmente Cícero, em cerca de 106-43 a. C.). Jesus, no entanto, pregou o evangelho do reino de Deus com simplicidade, utilizando principalmente parábolas (Mt 13.34; Mc 4.10-12, 33, 34) e aplicando textos do Antigo Testamento à Sua própria vida (Lc 4.16-22).

Uma análise do livro de Atos revela cinco elementos básicos comuns às mensagens apostólicas: o Messias prometido no Antigo Testamento; a morte expiatória de Jesus Cristo; sua ressurreição peIo poder do Espírito Santo; a gloriosa volta de Cristo; e o apelo ao ouvinte para que se arrependesse e cresse no evangelho.

A maioria dos cristãos antigos, portanto, seguiu o exemplo da sinagoga, lendo e explicando de modo simples e popular as Escrituras do Antigo Testamento do Novo. Não se percebe muito esforço em estruturar um esboço homilético o um tema organizado. A homilia cristã apenas "segue a ordem natural do texto da Escritura e visa meramente ressaltar, mediante a elaboração e aplicação, a sucessivas partes da passagem como esta se apresenta".

As primeiras teorias homiléticas encontram-se nos escritos de Crisóstomo (345-407 a.D), o mais famoso pregador da igreja primitiva. A primeira homilética foi escrita por Agostinho, em De Doctrina Christiana. Agostinho dividiu-a em de inveniende (como chegar ao assunto) e de proferendo (com explicar o assunto).

Na prática, esta divisão sistemática corresponde hoje as homiléticas material e formal. A Idade Média não foi além de Agostinho, mas produziu coletâneas famosas de sermões, atualmente publicadas em forma de livros devocionais. "A homilética era quase a única forma de oratória conhecida." O maior pregador latino da Idade Média foi Bernardo de Claraval (1090-1153). Graças a Carlos Magno (768-814), a pregação era feita na língua do povo e não exclusivamente em latim. A grande inovação da Reforma Protestante foi tornar a Bíblia o centro da pregação.

A homiletica e a evangelização
A palavra evangelho pode ser entendida sob quatro aspectos:

a)Etimológico - é uma composição grega formada do eu, bem e evangelia, mensagem = boa mensagem, boa notícia, boa nova;

b)Político - é a mensagem anunciada por um arauto especial do rei (2Sm 18.19-33);

c)Teológico - é uma mensagem de paz e de salvação enviada por Deus, sobre o Rei Jesus, aos súditos do Rei dos Céus;

d)Literário - é um livro de memória sobre Jesus, que mostra ser ele o Cristo, o Rei. Neste sentido, há quatro livros considerados como tais em nossa Bíblia. Mateus, Marcos, Lucas e João. Tomando o terceiro sentido (o teológico) podemos dizer que a evangelização é o ato ou efeito de comunicar o Evangelho.

Diferentes aspectos da chamada Divina

Introdução
Abrindo a Bíblia nos evangelhos, vamos encontrar duas chamadas e três ordens de Jesus Cristo, as quais constituem a base da vocação e chamada de todo aquele que se dispuser a seguir a Cristo passo a passo. São elas:

Vinde a mim ( Mt 11.28);
Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
Essa chamada é para os cansados e oprimidos.

Vinde após mim (Mt 4.19);
Disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.
Essa chamada para ganhar almas.

Aprendei de Mim (Mt 11.29);
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas.Aprender o que????

Permanecei, pois na cidade (Lc 24.49);
E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder.

Ide por todo o mundo (Mc 15.15).
E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura.

As bênçãos decorrentes do discipulado

1. Colheita mais produtiva;

2. Crentes enraizados;

3. Redução do numero de desviados;

4.Avivamento permanente;

5. Obreiros bem preparados;

6.Antídoto contra as heresias.