sábado, 23 de maio de 2009

EM QUE CREMOS

As seitas além de mutilarem a Bíblia, rejeitam o Cristianismo histórico-ortodoxo. Suas crenças são oriundas das supostas revelações, subjetivismo, e da mentalidade de seus fundadores e lideres.

A formulação dos credos (Hb 6.1,2)“Credo” vem do latim e significa “creio”. Desde muito cedo na historia do Cristianismo, o credo tornou-se mais que um conjunto de crenças: é uma confissão de fé. Tem como objetivo sintetizar as doutrinas essenciais do Cristianismo para facilitar as confissões públicas, e conservar a doutrina contra as heresias.

Confissão de fé dos judeus
O primeiro credo da Bíblia está em Deuteronômio 6.4: “Ouve ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor”, citado por Jesus como o primeiro de todos os mandamentos (Mc 12.29); ainda hoje é citado pelos judeus religiosos três vezes ao dia.

O Credo dos apóstolos
É o mais antigo dos três principais credos da igreja cristã.
Diz a tradição que ele formulado pelos apóstolos logo após a ressurreição de Jesus, e que cada um deles apresentou um artigo de fé. O texto mais antigo desse credo é datado de 700 d.C. Muitos crêem que este documento constituía a confissão batismal daquela época. “Creio em Deus Pai Todo-poderoso. E em Jesus Cristo seu único Filho, nosso Senhor, que nasceu do Espírito Santo e da virgem Maria; que foi crucificado sob o poder de Pôncio Pilatos, morto e sepultado; ressuscitou ao terceiro dia; subiu ao céu, e está assentado à mão direita do Pai, de onde há de vir julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na santa igreja; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo”. A igreja Católica Romana, por sua própria conta, acrescentou a “Ave Maria” ao credo original.

Credo de Niceno
O credo de Niceno foi formulado em 325 d.C. Ele contém princípios do credo anterior e novos elementos que lhe dão feição própria.

Credo atanasiano
Ocupa-se da doutrina da Trindade. Todas as suas declarações podem ser confirmadas nas Escrituras. O credo de Atanásio foi formulado em 381 d.C. Ele é muito extenso para ser citado na integra. Citamos apenas alguns artigos.
Vejam:
(3) A fé universal é esta: Adoramos um Deus em trindade, e a trindade em unidade; (4) Não confundindo as Pessoas, nem dividindo as substâncias; (5) Pois existe uma Pessoa do Pai, outra do Filho, e outra do Espírito Santo. (6) Mas a deidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo é toda uma só; a glória é igual e majestade é coeterna. (7) Tal como é o Pai, tal é o Filho e tal é o Espírito Santo. (8) O Pai é incriado, o Filho é incriado, e o Espírito Santo é incriado. (9) O Pai é imensurável, o Filho é imensurável, o Espírito Santo é imensurável. (10) O Pai é Eterno, o Filho é eterno, o Espírito Santo é eterno. (11) E, no entanto, não são três eternos, mas há apenas um eterno. (12) Da mesma forma não há três imensuráveis, mas um só incriado e um imensurável. (13) Assim também o Pai é onipotente, o Filho é onipotente e o Espírito Santo é onipotente. (15) Assim o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus. (16) No entanto, ano há três deuses, mas um Deus. (17) Assim o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, e o Espírito Santo é Senhor. (18) Todavia não há três senhores, mas um Senhor. (19) Assim como a veracidade cristã nos obriga a confessar cada Pessoa individualmente como sendo Deus e Senhor; (20) Assim também ficamos privados de dizer que haja três deuses ou senhores...; (26) Mas as três Pessoas são coeternas, são iguais entre si mesmas; (27) De sorte que por meios de todas, como acima foi dito, tanto a unidade na trindade como a trindade na unidade devem ser adoradas.

Confissão de fé das Assembléias de Deus
A Bíblia é a nossa única autoridade em matéria de fé, de doutrina e de condutas. Ela está acima de todos os credos e da tradição. Mas há a necessidade de se formular a nossa confissão de maneira que qualquer pessoa possa em resumo saber e entender o que cremos. Nosso Credo constituiu-se de 14 artigos que aparecem em cada edição do jornal Mensageiro da Paz, p. 2. Ele começa com uma declaração trinitariana: “Cremos em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: O Pai, o Filho e o Espírito Santo” (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.2; 2Co 13.13).

Veja nosso Credo religioso:

1) Cremos em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29);
2) Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão (2Tm 3.14-17);
3) Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e sua ascensão vitoriosa aos céus (Is 7.14; Rm 8.34; At 1.9);
4) Na pecaminosidade do homem que o destituiu da glória de Deus, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode restaurar a Deus (Rm 3.23; At 3.19);
5) Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus (Jo 3.3-8);
6) No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor (At 10.43; Rm 3.24-26; 10.13; Hb 5.9; 7.25);
7) No batismo bíblico efetuado por imersão do corpo inteiro uma só vez em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19; Rm 6.1; Cl 2.12);
8) Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus no Calvário, através do poder regenerador, inspirador e santificador do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas do poder de Cristo (Hb 9.14; 1Pe 1.15);
9) No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo, com evidência inicial de falar em outras línguas, conforme a sua vontade (At 1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7);
10) Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à igreja para sua edificação, conforme sua soberana vontade (1Co 12.1-12);
11) Na Segunda Vinda premilenial de Cristo, em duas fases distintas. Primeira - invisível ao mundo, para arrebatar a sua igreja fiel da terra, antes da Grande Tribulação; segunda – visível e corporal, com sua igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos (1Ts 4.16,17; 1Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5; Jd 14);
12) Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo, para receber a recompensa dos seus feitos em favor da causa de Cristo na terra (2Co 5.10);
13) No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis (Ap 20.11-15);
14) E na vida eterna de gozo e de felicidade para os fieis e de tristeza e de tormento para os infiéis (Mt 25.46).

O movimento religioso que o rejeita, e tem aversão pelos credos formulados pela Igreja Cristã nos primeiros séculos, é seita; e, como tal, é inimigo do Cristianismo bíblico e histórico.

Nenhum comentário:

Postar um comentário